quinta-feira, setembro 20, 2001

Recursos da web no atentado ao WTC

A cobertura dada pelos jornais, revistas, rádio, TV e Internet sobre o atentado ocorrido em Nova Iorque no dia último dia 11 foi exaustiva e explorada sob todos os àngulos e editorias. Os quatro maiores sites de notícias do País - IG, UOL News, Globo On e Estadão - não fugiram à regra, usando e abusando de todos os recursos possíveis.

No tocante à instantaneidade, os quatro sites, como de costume, eram atualizados de instantes em instantes. Todas as matérias tinham links para assuntos relacionados numa infinidade de conexões, além da ferramenta de busca. O provedor Universo Online chegou até mesmo a mudar sua estrutura para melhor comportar o enorme número de acessos.

Os sites também disponibilizaram várias ferramentas de interatividade para que o leitor pudesse participar "ativamente" da cobertura. Entre as opções foram incluídas pesquisas, enquetes e chats específicos para discutir o assunto. Nesse "quesito", o UOL os demais, oferecendo várias modalidades interativas: bate-papos, enquetes e entrevistas online. A Globo disponibilizou um chat e tanto o IG quanto o Estadão limitaram-se a pesquisas.

O recurso de multimídia foi o mais utilizado pelas páginas, que ofereceram desde fotos até trechos de entrevistas gravados e vídeos da tragédia, animações e um sem número de infográficos. O IG foi o que mais abusou desses recursos, oferecendo todos. Os outros três também utilizaram recursos de multimídias, porém, em menor quantidade, limitando-se mais nos vídeos, imagens e infográficos.

O IG forneceu a cobertura mais completa, uma vez que, além de todos os recursos de multimídia, instantaneidade e interatividade, disponibilizou inúmeras informações detalhadas sobre tragédias anteriores, ficha técnica dos aviões que atingiram as torres, mapa e dados sobre o Afeganistão, dentre outros. O Estadão fez a cobertura mais simplificada, limitando-se mais às notícias propriamente ditas.

O Editor
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