quinta-feira, outubro 04, 2001

Arca promove bem-estar animal

A Arca Brasil - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal - foi criada em 1993 e tem, segundo Marco Ciampi, presidente da entidade, o objetivo de promover, por meio de ações integradas entre veterinários, saúde pública, proteção animal e sociedade, o bem-estar e o respeito aos direitos dos animais.

A organização recebe denúncias contra maus-tratos e toma providências conforme cada caso. "Procuramos encaminhar, de acordo com a situação: situações de crueldade hoje são puíveis pela lei 9605 - Lei dos Crimes Ambientais. Em outras situações, uma simples orientação pode evitar que a pessoa abandone ou mesmo, ao contrário, adquira um animal sem ter refletido sobre isso", afirma.

Ciampi ressalta, ainda, a questão do tráfico, que considera grave. "A Arca está promovendo uma grande campanha nacional mostrando que, ao contrário do que pensam os homens, os animais silvestres não vão viver felizes fora de seu habitat. A melhor maneira de mostrar que os amamos é mantê-los no seu ambiente natural. Quanto à repressão, até mesmo o envolvimento do exército poderia ser decisivo para coibir a captura e o comércio ilegal", diz.

Fonte: Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil, durante entrevista online realizada no bate-papo UOL.

O Editor
www.genet.hpg.com.br

quinta-feira, setembro 20, 2001

Recursos da web no atentado ao WTC

A cobertura dada pelos jornais, revistas, rádio, TV e Internet sobre o atentado ocorrido em Nova Iorque no dia último dia 11 foi exaustiva e explorada sob todos os àngulos e editorias. Os quatro maiores sites de notícias do País - IG, UOL News, Globo On e Estadão - não fugiram à regra, usando e abusando de todos os recursos possíveis.

No tocante à instantaneidade, os quatro sites, como de costume, eram atualizados de instantes em instantes. Todas as matérias tinham links para assuntos relacionados numa infinidade de conexões, além da ferramenta de busca. O provedor Universo Online chegou até mesmo a mudar sua estrutura para melhor comportar o enorme número de acessos.

Os sites também disponibilizaram várias ferramentas de interatividade para que o leitor pudesse participar "ativamente" da cobertura. Entre as opções foram incluídas pesquisas, enquetes e chats específicos para discutir o assunto. Nesse "quesito", o UOL os demais, oferecendo várias modalidades interativas: bate-papos, enquetes e entrevistas online. A Globo disponibilizou um chat e tanto o IG quanto o Estadão limitaram-se a pesquisas.

O recurso de multimídia foi o mais utilizado pelas páginas, que ofereceram desde fotos até trechos de entrevistas gravados e vídeos da tragédia, animações e um sem número de infográficos. O IG foi o que mais abusou desses recursos, oferecendo todos. Os outros três também utilizaram recursos de multimídias, porém, em menor quantidade, limitando-se mais nos vídeos, imagens e infográficos.

O IG forneceu a cobertura mais completa, uma vez que, além de todos os recursos de multimídia, instantaneidade e interatividade, disponibilizou inúmeras informações detalhadas sobre tragédias anteriores, ficha técnica dos aviões que atingiram as torres, mapa e dados sobre o Afeganistão, dentre outros. O Estadão fez a cobertura mais simplificada, limitando-se mais às notícias propriamente ditas.

O Editor
www.genet.hpg.com.br

quinta-feira, setembro 06, 2001

Análise técnica da Folha de São Paulo online

Instantaneidade:

As notícias são atualizadas de poucos em poucos minutos, tão logo os fatos aconteçam, isto é, o tempo de transmissão é praticamente real. Veja "Em cima da hora".

Hipertextualidade:

Os textos não possuem formato linear, mas são conectados por meio de vários links. Além de textos interligados, as matérias podem conter, ainda, links para outros recursos, como áudios, vídeos e animações. O número de conexões é "virtualmente" infinito. O usuário pode acessar a matéria que tem interesse de ler e, dentro dela, encontrar os links para assuntos relacionados, imagens, outras páginas, etc. Veja a matéria principal.

Perenidade/memória:

Além do recurso de salvamento de página, a ferramenta de busca permite manter, por tempo indefinido, as informações publicadas, inclusive em edições anteriores. Na Folha, as matérias mais recentes vêm acompanhadas de links para os textos relacionados à mesma publicados anteriormente no site. Veja, na primeira página, a ferramenta "busca", no canto superior direito da tela.

Multimidialidade:

Os recursos utilizados pela Folha incluem, além de textos e hipertextos, recursos de áudio, vídeo e sobretudo animações, que podem ser encontradas também nos banners de propaganda e nas manchetes "circulantes". Veja uma reconstituição do atentado ao WTC.

Interatividade:

Os vários links e a divisão em índices e editorias permitem ao usuário navegar por onde desejar, escolhendo exatamente o que deseja acessar. O site possibilita ao leitor comentar as matérias, enviando-as a um endereço eletrônico da Folha. O usuário pode também entrar em contato com os jornalistas, via correio eletrônico e, se quiser, enviar uma matéria por e-mail a quem desejar. O jornal oferece, ainda, opções para grupos de discussão sobre assuntos específicos, enquetes e a escolha da "imagem da semana", que pode ser selecionada dentre as publicadas no site em um campo específico. A página também disponibiliza uma ferramenta de busca, que pode ser utilizada para a procura de artigos, fotos, imagens, textos, etc., relacionados à palavra ou à expressão digitada pelo próprio usuário.

Personalização:

A Folha de São Paulo permite personalizar o recebimento de notícias por interesse, porém, essa opção é disponível somente a assinantes. O usuário pode também receber notícias via celular. Para isso, basta abrir um cadastro (naturalmente, pago).

O Editor
www.genet.hpg.com.br

quinta-feira, agosto 30, 2001

Cobertura digital equipara-se a rádio e TV

A cobertura online do cativeiro do empresário Sílvio Santos não deixou nada a desejar em relação ao rádio e à TV. Embora as informações textuais não possam ser repassadas em tempo real como nos dois outros veículos, a proximidade temporal é quase exata, já que um fato ocorrido agora pode ser publicado em um, dois ou três minutos, inclusive com imagens e som, já que a Internet oferece tais recursos.

Tanto o site do Jornal do Brasil quanto o do jornal O Globo oferecem a cobertura completa - inclusive com fotos - dos acontecimentos, atualizadas em intervalos de poucos minutos. A cobertura chega até mesmo a ser exaustiva, já que algumas das atualizações não contêm quase nenhuma novidade, como por exemplo, um texto no Jornal do Brasil só para dizer que o empresário havia saído de sua residência para acenar ao público - informação desnecessária.

O site do IG (Internet Group), além de oferecer uma cobertura jornalística completa, apresenta uma infinidade de links relacionados ao assunto e ao apresentador, pesquisa de opinião, galeria de fotos, links para vídeos e para um outro site que contém toda a história do seqüestro da filha de Sílvio Santos.

Aquele que acompanha as notícias pela Internet com certeza está tão atualizado quanto o ouvinte de rádio ou o espectador de TV, além de ter a oportunidade de navegar por todo o universo que envolve o assunto explorado - o que pode ser, ao mesmo tempo, uma vantagem e uma desvantagem, já que o desvia do foco central. Enquanto os sites exclusivamente jornalísticos - O Globo e JB - preocupam-se mais em divulgar matérias, o IG procura esgotar todas as possibilidades.

O Editor
www.genet.hpg.com.br

quinta-feira, agosto 23, 2001

Cai a taxa de desemprego em julho

Segundo pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,2%, inferior à de junho - 6,4% - e à do mesmo mês do ano passado - 7,2%. Em relação ao mês passado, a taxa caiu em quatro e subiu em duas das regiões. De acordo com a mesma pesquisa, a taxa de desemprego do sexo masculino caiu e a do feminino permaneceu quase constante. O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou, assim como o número de pessoas não economicamente ativas.


Taxa média de desemprego aberto no mês de julho, desde 1994.

Mais informações: Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE

O Editor
www.genet.hpg.com.br

quinta-feira, agosto 16, 2001

Estadão é mais completo do que O Tempo

Enquanto a organização da página do jornal O Tempo é comparável à do Estado de São Paulo, o mesmo não se pode dizer do conteúdo. Talvez por ser um jornal de âmbito nacional e ter melhor infra-estrutura, além de mais recursos, o Estadão apresenta uma página mais completa e de melhor conteúdo. As notícias são atualizadas em intervalos curtos de tempo, permitindo, assim, acesso quase imediato aos acontecimentos. Além disso, há uma ferramenta de busca logo no início, o que facilita em muito a procura do leitor. Os destaques das manchetes são bem definidos e diferenciados, para que não haja confusão. As notícias de maior importância ganham, naturalmente, mais destaque.

A página principal – home - do Estadão é dividida em três colunas, sendo a da esquerda reservada à ferramenta de busca e a vários links relacionados a notícias e assuntos de interesse específico. A coluna do centro, mais larga, é ocupada pelas principais manchetes do dia. Já a coluna da direita é destinada a links para o Jornal da Tarde e principais notícias publicadas nas diferentes editorias, além de informações sobre taxas, cotações e o tempo. Os textos do Estadão têm tamanhos diferenciados – os das últimas notícias são mais curtos do que os publicados na edição do dia.

A página do jornal O Tempo é bem mais simples, assemelhando-se em muito à edição impressa. Não há atualização de notícias. No alto da página estão os links para as editorias e do lado esquerdo para textos de colunistas. O centro e o lado direito são ocupados pela manchete principal e, logo em seguida, pelas editorias, todas do mesmo tamanho, contendo o mesmo número de links. Todos os textos do jornal O Tempo têm tamanho semelhante, variando poucas linhas de um para outro.

Ambos os jornais apresentam banners de propagandas na parte superior da página.

O Editor
www.genet.hpg.com.br

quinta-feira, agosto 09, 2001

Veículos de comunicação investem pouco

O grande problema dos jornais brasileiros atualmente é que, salvo a Rede Globo, nenhuma das outras empresas tem uma infra-estrutura razoável para a cobertura das notícias. O mais grave é que isso não ocorre em razão de falta de dinheiro, mas por causa do desinteresse em investir. A maior parte das redações de hoje possui um número pequeno de profissionais, o que impossibilita uma cobertura mais ampla. Além disso, é mais fácil para os veículos utilizar notícias de agências do que pagar um correspondente.

O Editor
www.genet.hpg.com.br